Ó Maria Santíssima, que em vossa querida imagem de Aparecida espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil, eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrados a vossos pés, consagro-vos o meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos minha língua, para que sempre vos louve e propague a vossa devoção; consagro-vos o meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas.
Recebei-nos, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos, acolhei-nos debaixo de vossa proteção, socorrei-nos em todas as nossas necessidades espirituais e temporais e sobretudo na hora da nossa morte, abençoai, ó Mãe Celestial e com vossa poderosa intercessão fortalecei-nos em nossa fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possamos louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda a eternidade, assim seja!

O rio Paraíba, que nasce em São Paulo e deságua no litoral fluminense, era limpo e piscoso em 1717, quando os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves resgataram a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida de suas águas. Encarregados de garantir o almoço do conde de Assumar, então governador da província de São Paulo, que visitava a Vila de Guaratinguetá, eles subiam o rio e lançavam as redes sem muito sucesso próximo ao porto de Itaguaçu, até que recolheram o corpo da imagem. Na segunda tentativa, trouxeram a cabeça e, a partir desse momento, os peixes pareciam brotar ao redor do barco.