Por Misael.

Ave Maria,
cheia de graça,
o Senhor é convosco,
bendita sois Vós entre as mulheres,
bendito é o fruto em Vosso ventre,
Jesus.

Santa Maria Mãe de Deus,
rogai por nós os pecadores,
agora e na hora da nossa morte.

Amém.

 

 

133 Comentários para “Oração da Ave Maria”

  1. Paola de Freitas Comentou:

    eu gostei mas era só para min copiar ,,,tinha que decorar!!!!!!!!!!catequese.

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  2. Mauro Carvalho Comentou:

    Eliane,

    quantas denominações evangélicas existem ou foram criadas sem a permissão do Pai para responder as dúvidas eternas de cada um ?

    Paz e Bem

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  3. Mauro Carvalho Comentou:

    Entre todas as mulheres de todos os tempos e de todos os lugares. Deus escolheu Maria para ser Sua Mãe. Esta glória de Maria a fez cantar perante S. Isabel:

    “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva.

    Por isso, desde agora, me proclamarão BEM-AVENTURADA TODAS AS GERAÇÕES, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo…” (Lc 1,42ss).

    O Magnificat é o canto de glória de Maria, por ter sido a eleita de Deus. Em sua qualidade de Mãe, tem a Virgem um certo direito singular a todos os dons de seu Filho, afirmam os santos e teólogos.

    Todas as criaturas revelam Deus de algum modo, são como espelhos da divindade. Alguém já disse que “Deus não fala, mas tudo fala de Deus”. Maria é um espelho especialíssimo de Deus, diz São Tomás de Aquino. “Os outros santos”, ele diz, “são exemplos de virtudes particulares: um foi humilde, outro casto, outro misericordioso, e assim nos são oferecidos como exemplos de uma virtude. Mas a bem-aventurada Virgem é exemplo de todas as virtudes”.

    Maria sempre esteve muito presente à piedade cristã tanto no Ocidente como no Oriente. Aliás, a devoção a Maria decorre do Cristocentrismo mesmo que São Paulo propõe aos fiéis: fomos predestinados a ser conformes à imagem do Filho Primogênito Jesus Cristo (cf. Rm 8,20); em consequência, pode-se dizer que todo cristão vem a ser “um outro Cristo”. Disto se segue que todo cristão deve alimentar em si dois olhares permanentes: um olhar para o Pai, à semelhança de Jesus, que vivia totalmente para o Pai (cf. Lc 2,49), a Quem Ele se referia frequentemente (cf. Jo 5,20s. 23. 26. 36s. 43s); e outro olhar para Maria, a sua natureza humana; o cristão deve, pois, tender a ser para Maria um outro Jesus ou um filho muito dedicado. Assim a piedade mariana não desvia de Cristo, mas, ao contrário, decorre logicamente da identificação do cristão com Cristo ou do “sentir o que o Cristo Jesus sentia”, tão recomendado por São Paulo (cf. Fl 2,5).

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  4. Mauro Carvalho Comentou:

    Nunca existiu adoração ou endeuzamento no sagrado magistério da Igreja, essa retórica foi uma tentativa de desqualificar a Fé Católica por alguns segmentos ditos “religiosos”.

    Maria é um exemplo para as mulheres de vida Cristã
    In Cordi Jesu

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  5. Mauro Carvalho Comentou:

    Aos catequistas..

    a missão de evangelização precisa ser coesa, uniforme e sobretudo católica.

    Todos deve ter a catequese da Igreja, é fundamental.

    Complementem com os exegetas Dom Estevão Bitencourt, Dom Eugênio Sales, Pe Paulo Ricardo, Orlando Fedelli, Felipe Aquino em seus sites.

    E não se esqueçam da história da Igreja com Tomas Woods e Daniel Rops, os maiores historiadores contemponrâneos.

    PAX ET BONUM

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  6. Mauro Carvalho Comentou:

    O culto dos Santos e a estima de suas relíquias são contestadas pelos protestantes; eles julgam haver nisto graves desvios doutrinários, que atribuem à Tradição católica. Mas essa prática é plenamente justificada pela Tradição cristã mais antiga, apoiada na Bíblia, desde o Antigo Testamento.
    Com a certeza de que os Santos já estão no Céu, a Igreja, sempre assistida pelo Espírito Santo (cf Jo 16, 12-13), já nos seus primeiros tempos, começou a prestar veneração particular àqueles falecidos que tiveram uma vida confessando Jesus Cristo, especialmente pelo martírio.
    O culto de veneração (não de adoração) dos Santos foi até o século XVI prática tranqüila e óbvia entre os cristãos. Note bem, durante dezesseis séculos não houve contestação a esta prática. O Concílio de Trento (1545-1563) confirmou a validade e importância deste culto, ao mesmo tempo que ensinou a evitar abusos e mal-entendidos muitas vezes enraizados na religiosidade popular. Também o Concílio do Vaticano II (1963-65) reiterou esta doutrina, mostrando o aspecto cristocêntrico e teocêntrico do culto aos santos.
    A comunhão entre os membros do povo de Deus não é extinta com a morte; ao contrário, o amor fraterno é liberto de falhas devidas ao pecado na outra vida, o que faz esta união mais forte.
    Deus, que gera esta comunhão, proporciona aos Santos no céu o conhecimento de nossas necessidades para que eles possam interceder por nós, como intercederiam se estivessem na Terra. Santa Terezinha do Menino Jesus, dizia que “passaria a sua vida na Terra”; isto é, viveria o Céu intercedendo pelos da Terra.
    São Domingos de Gusmão, fundador dos Dominicanos, ao morrer dizia a seus frades que no Céu ele lhes seria mais útil do que na Terra.
    Uma das orações eucarísticas da santa Missa diz que “os Santos intercedem no Céu por nós diante de Deus, sem cessar.” Que maravilha!
    Esta intercessão leva-nos mais a fundo dentro do plano de Deus, porque promove a glória de Deus e o louvor de Jesus Cristo, uma vez que os Santos são “obras-primas” de Cristo, que nos levam, por suas preces e seus exemplos, a reconhecer melhor a grandeza da nossa Redenção.
    O culto aos Santos tem ao menos três sentidos profundos:
    1 – dá glória a Deus, de quem os Santos são obras primas de sua graça; são Santos pela graça de Deus.
    2 – suplicam a eles a sua intercessão por nós e pela Igreja;
    3 – mostram-nos os Santos como modelos de vida a serem imitados uma vez que amaram e serviram a Deus perfeitamente.

    É entranhada na teologia católica a devoção aos Santos. Ela surge de uma perfeita compreensão do plano salvífico de Deus, especialmente quando se refere à Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe dos homens (cf. Jo 19,25-27).

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  7. Mauro Carvalho Comentou:

    Está é uma tradição desde a igreja primitiva, os cristãos utilizavam para iluminar reuniões, catacumbas, além das leituras sagradas, cortejos e funerais.

    Paz e Bem

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  8. Mauro Carvalho Comentou:

    É certo que Deus Eterno e Absoluto não pode tolerar outro Eterno e Absoluto ao seu lado; isto seria ilógico. Mas Ele pode e quer dar às suas criaturas a graça de ser carnais ou instrumentos da sua ação santificadora, tais são os Santos, por sua intercessão junto ao Pai colaboram com Cristo na salvação dos irmãos, sem diminuir de modo algum a grandeza do ministério de Cristo Sacerdote. Esta verdade pode ser ilustrada pela imagem do professor, que não guarda egoisticamente o seu saber, mas o comunica aos discípulos; assim tem origem muitos sábios sem que o professor perca algo da sua sabedoria. Tal gesto não empobrece, mas, ao contrário, nobilita o professor. Ora algo de análogo se dá com Cristo e os Santos. Estes são venerados e não adorados, como venerados são pai e mãe, como venerado (não adorado) é Tiradentes no dia 21 de abril.
    De resto, já os judeus no Antigo Testamento tinham consciência de que os justos no além intercedem por seus irmãos militantes na terra; cf. 2Mc 15, 12-15.
    É de notar que Lutero, adotando o catálogo bíblico de Jâmnia, retirou da Bíblia, entre outros, os dois livros dos Macabeus.
    Em Lc 11, 27 Maria SSma. Não é excluída da bem-aventurança proclamada por Jesus, mas incluído porque ouviu a Palavra de Deus e a pôs em prática por excelência.

    Pergunto :
    De quem foi a idéia de excluir dos textos sagrados algo colocado pelos apóstolos ?

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  9. Mauro Carvalho Comentou:

    Tão impostor quanto os pastores e os bispos pentencostais ? Minha cara !

    O Papa não ocupa o lugar de Jesus na terra, você está muito mal informada, ele é eleito por um grupo de eclesiásticos formados por religiosos de todo mundo para ser o líder da Igreja Católica Apostólica Romana assim como Pedro apóstolo foi escolhido para ser também líder dos apóstolos.

    O vigário, que governa a Igreja em nome de Cristo na terra, é um homem com capacidade para guiar o seu rebanho num mundo repleto de secularismo, relativismo e hedonismo com obviamente a ação do espírito santo sobre ele.

    Tu és Pedro; e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja […] e as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela” (Mt 16,18)

    Aqueles doze homens simples, pescadores na maioria, “ganharam o mundo para Deus” na força do Espírito Santo, que o Senhor lhes deu no dia de Pentecostes. “Sereis minhas testemunhas… até os confins do mundo”(At 1, 8). Pedro e Paulo, depois de levarem a Boa Nova da salvação aos judeus e aos gentios da Ásia e Oriente Próximo, chegaram a Roma, a capital do mundo na época, e ali implantaram o Cristianismo. Pagaram com suas vidas sob a mão criminosa de Nero, no ano 64, juntamente com tantos outros mártires, que fizeram o escritor cristão Tertuliano (220) dizer que: “o sangue dos mártires era semente de novos cristãos”. Estimam os historiadores da Igreja em cem mil mártires nos três primeiros séculos. Talvez isso tenha feito os Padres da Igreja dizerem que “christianus alter Christus” (o cristão é um outro Cristo).

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  10. Cesar Comentou:

    A ave-maria foi composta de muitas partes.
    As duas primeiras foram extraídas de passagens bíblicas: o momento em que um anjo anuncia a Maria sua gravidez e o comentário de sua prima Isabel quando soube da notícia. No ano 325, o Concílio de Nicéia reconheceu Maria como a mãe de Deus, dando origem ao final da prece: “Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte”. Já no século V, os católicos rezavam a oração inteira.

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  11. Mauro Carvalho Comentou:

    Todas as vezes que rezamos a Ave Maria, saudamos Maria com aquela mesma saudação que Santa Isabel, “cheia do Espírito Santo”, saudou sua prima, “em alta voz”: “Bendita és tu entre as mulheres” (Lc 1,42).

    Maria é “a filha predileta de Deus”, diz o Concílio Vaticano II (LG n. 53), “aquela que na Santa Igreja ocupa o lugar mais alto depois de Cristo e o mais perto de nós” (LG, n. 54).

    O mesmo Concílio afirma que “por graça de Deus exaltada depois do Filho acima de todos os anjos e homens, como Mãe santíssima de Deus, Maria esteve presente nos mistérios de Cristo e é merecidamente honrada com culto especial pela Igreja” (LG n. 66).

    São Bernardo, o apaixonado cantor da Virgem Maria, no Sermão 47 diz:

    “Ave Maria. cheia de graça, porque agradável a Deus, aos anjos e aos homens. Aos homens, por causa de sua fecundidade; aos anjos, por causa de sua virgindade; a Deus, por sua humildade. Ela mesma atesta que Deus olhou para ela porque viu sua humildade” (MM, p. 29).

    O Livro dos Provérbios diz: “A Sabedoria construiu para si uma Casa, nela esculpiu sete colunas” (Pr. 9,1). S. Bernardo, comentando este texto no “Sermão de Assumptione B. Mariae”, aplicou-o à Virgem Maria: Casa Virginal, sustentada por sete colunas, porque enriquecida com os sete dons do Espírito Santo: o dom da sabedoria, o da inteligência, o do conselho, o da fortaleza, o da ciência, o da piedade e o do temor de Deus” (MM, p. 69).

    Se ela é aquela criatura única “cheia de graça” e da presença do Senhor – “o Senhor é contigo” -, então Maria está repleta de todos os dons e graças de Deus.

    São Tomas de Aquino afirmou:

    “…a bem-aventurada Virgem Maria, pelo fato de ser Mãe de Deus, tem uma espécie de dignidade infinita por causa do bem infinito que é Deus” (MM, p. 100).

    E, na mesma linha, Santo Epifânio escreveu: “Com exceção de Deus, Tu és, ó Virgem, superior a todas as coisas” (idem).

    Ensina Santo Afonso que “Maria é a filha primogênita do Pai Eterno”, e diz que os sagrados intérpretes e os Santos Padres aplicam-lhe este texto da Escritura: “Eu saí da boca do Altíssimo, a primogênita antes de todas as criaturas” (Eclo 24,5). Segundo o santo doutor, “Maria é a primogênita de Deus por ter sido predestinada juntamente com o Filho nos decretos divinos, antes de todas as criaturas. Ou então é a primogênita da graça como predestinada para Mãe do Redentor, depois da previsão do pecado” (GM, p. 208).

    E também diz São Bernardo à Senhora: “Antes de toda a criatura fostes destinada na mente de Deus para Mãe do Homem-Deus” (GM p. 228).

    “A graça que adornou a Santíssima Virgem sobrepujou não só a de cada um em particular, mas a de todos os santos reunidos”, afirma Santo Afonso. E mais: “Não se pode pôr em dúvida que, simultaneamente com o decreto divino da Encarnação, ao Verbo de Deus foi também destinada a Mãe da qual devia tomar o ser humano. E essa foi Maria” (GM, p. 229).

    Segundo ensina S. Tomas, “a cada um o Senhor dá graça proporcionada à dignidade a que o destina. A Santíssima Virgem foi escolhida para ser Mãe de Deus, e portanto o Altíssimo capacitou-a certamente com Sua graça. Antes de ser Mãe foi Maria, por conseguinte, adornada de uma santidade tão perfeita que a pôs à altura dessa dignidade” (GM, p. 230),

    Entre todas as mulheres de todos os tempos e de todos os lugares. Deus escolheu Maria para ser Sua Mãe. Esta glória de Maria a fez cantar perante S. Isabel:

    “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva.

    Por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo…” (Lc 1,42ss).

    O Magnificat é o canto de glória de Maria, por ter sido a eleita de Deus. Em sua qualidade de Mãe, tem a Virgem um certo direito singular a todos os dons de seu Filho, afirmam os santos e teólogos.

    Todas as criaturas revelam Deus de algum modo, são como espelhos da divindade. Alguém já disse que “Deus não fala, mas tudo fala de Deus”. Maria é um espelho especialíssimo de Deus, diz São Tomás de Aquino. “Os outros santos”, ele diz, “são exemplos de virtudes particulares: um foi humilde, outro casto, outro misericordioso, e assim nos são oferecidos como exemplos de uma virtude. Mas a bem-aventurada Virgem é exemplo de todas as virtudes” (MM, p. 51).

    É por isso que a Ladainha lhe chama de “Espelho de Justiça”.

    Diz Santo Afonso que Nossa Senhora revelou a Santa Isabel de Turíngia quem quando era ainda menina, no Templo de Jerusalém foi consagrada a Deus: “Levantava-me à meia-noite e ia ao Templo orar ao Senhor diante do altar para que me concedesse a graça de observar os preceitos e contemplar a mãe do Redentor. Roguei-lhe que me conservasse os olhos para vê-la, a língua para louvá-la, as mãos e os pés para servi-la, e os joelhos para adorar em seu seio o Divino Filho”. Então a santa ao ouvir isto perguntou à Virgem: “Mas, Senhora, vós não éreis cheia de graça e de virtudes?” Ao que Maria respondeu: “Sabe que eu me tinha como a mais vil entre as criaturas, e a mais indigna das graças do céu. Por isso pedia continuamente a graça e as virtudes… Pensas tu que eu tenha possuído a graça e as virtudes sem fadiga? Sabe que graça alguma recebi de Deus sem grande fadiga, oração contínua, desejo ardente, e muitas lágrimas e penitências” (GM, p. 246).

    Nossa Senhora revelou a Santa Brígida que desde pequenina foi cheia de Espírito Santo e, à medida que crescia em idade, aumentava também em graça. “Ciente, pela Sagrada Escritura, de que Deus devia nascer de uma virgem para salvar o mundo, abrasou-se de tal forma seu espírito no amor divino, que não pensava senão em Deus, não desejava senão a Deus e só em Deus se comprazia Sobretudo desejava alcançar a vinda do Messias, na esperança de ser a serva daquela feliz Virgem, que merecesse ser sua Mãe” (GM, p. 247).

    Afirma Santo Afonso “que certamente por amor dessa excelsa menina acelerou o Redentor sua vinda ao mundo. Enquanto Maria em sua humildade não se julgava digna nem mesmo de ser a serva da Divina Mãe, foi ela mesma a eleita para essa sublime dignidade. Com a fragrância de suas virtudes e poderosas súplicas atraiu a seu seio virginal o Filho de Deus. (Como a rola que vai pelos campos, Maria sempre gemia no templo) lamentando as misérias do mundo perdido e pedindo a Deus a comum redenção.

    Oh! Com afeto e fervor repetia diante de Deus as súplicas dos profetas, para que mandasse o Redentor” (GM, p. 247).

    Foi por isto, afirma S. João Crisóstomo, que “Deus escolheu Maria para Sua Mãe na terra, porque aqui não achou virgem mais santa e perfeita que ela, nem lugar mais digno para Sua morada ao que seu sacrossanto seio”.

    E também S. Bernardo e S. Antonio afirmam que, “para ser eleita e destinada à dignidade de Mãe de Deus, devia a Santíssima Virgem possuir uma perfeição tão grande e consumada que nela excedesse todas as outras criaturas” (GM, p. 248).

    Assim como Nossa Senhora, ainda menina, apresentou-se no Templo e se ofereceu totalmente a Deus, apresentemo-nos também a ela, sem reservas, e peçamos-lhe que nos ofereça a Deus. Certamente Deus não rejeitará sua oferta, já que vem pelas mãos daquela que foi templo vivo do Espírito Santo, as delícias de seu Senhor e a Mãe eleita do Verbo Eterno.

    “Quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado” (Mt 23,12), repetiu várias vezes o Senhor. Logo que Deus determinou fazer-se homem para redimir o homem decaído e assim manifestar ao mundo sua misericórdia infinita, certamente buscava entre todas as mulheres aquela que fosse a mais santa e humilde para ser Sua Mãe. Como diz o Livro dos Cânticos: “Há um sem número de virgens (a meu serviço), mas uma só é a minha pomba, a minha eleita” (Ct 6, 8-9).

    Foi por sua imensa humildade que Deus tanto exaltou Maria. E a própria Virgem e diz no seu canto: “porque olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1,48).

    Foi essa “humildade”, profunda e real, que tanto encantou o coração de Deus que fez com que a elegesse a “bendita entre as mulheres”.

    Quanto mais reconhecemos nosso “nada”, mais Deus se faz “tudo” em nós.

    São Bernardo assim se expressa:

    “A virgindade é certamente uma virtude louvável, mas a humildade é mais necessária. Aquela é objeto de conselho; esta de preceito. Podes salvar-te sem a virgindade; não sem a humildade. Eu diria: se perderes a virgindade, a humildade que deplora essa perda, pode agradar a Deus; mas se a humildade ouso dizer que nem a virgindade de Maria teria agradado ao Senhor” (MM, p. 29).

    Também Santo Alberto Magno (1206-1280), bispo e doutor da Igreja, o grande mestre de São Tomás de Aquino, comentando a palavra de Maria diz: “Ela não disse: ‘Olhou para a castidade de sua serva’, porque, como lembrou Santo Agostinho, a humildade da Virgem agradou mais a Deus que a castidade. Às vezes, com humildade, mesmo aquele que não foi casto até então, pode agradar, como aconteceu com aquela mulher que era pecadora pública na cidade (Lc 7,37ss.). Mas nunca a castidade poderá agradar sem a humildade. Por isso, as virgens insensatas, enfatuadas pelo vazio de sua soberba, desagradaram” (MM, p. 30).

    Há uma frase célebre que aparece pelo menos três vezes na Bíblia:

    “Deus resiste aos soberbos mas dá Sua graça aos humildes” (1Pd 5,6; Tg 4,6; Pr. 3,34).

    Enquanto nosso coração não for totalmente despojado de nós mesmos, de nossa soberba e orgulho, vaidade e vanglória, auto-suficiência e arrogância, prepotência e presunção, amor próprio e reputação, desejo de aparecer e de ser elogiado, etc., Deus não terá espaço em nossa alma para fazer “Sua obra”, isto é, tornar-nos à imagem e semelhança de seu Filho (Rm 8,29) e gerá-Lo em nós como o pôde fazer em Maria.

    Diz Santo Antônio que “o perfume da humildade de Maria subiu ao céu e atraiu o Verbo do seio Eterno do Pai a seu seio virginal. De modo que o Senhor, atraído pela fragrância dessa humilde virgenzinha, a escolheu para Sua Mãe. Mas, para maior glória e merecimento desta Mãe, não se quis fazer seu Filho sem o seu consentimento” (MM, p. 253).

    Maria é ainda “bendita entre todas as mulheres”, porque as outras herdaram o pecado original e ela foi sempre isenta de toda a mácula.

    A humildade de Maria é tal que ela se perturbou quando o anjo Gabriel a louvou com a saudação: “Ave, cheia de graça; o Senhor é convosco” (Lc 1,28). Sobre isto disse S. Bernardino de Sena:

    “Houvesse um anjo declarado que ela era a maior pecadora do mundo, e não teria a Virgem se admirado tanto; mas, ouvindo aqueles louvores tão sublimes, toda se perturbou. E isso porque, sendo tão cheia de humildade, aborrecia todo elogio e desejava que apenas seu Criador, fonte e origem de todo bem, fosse louvado e bendito”. Assim também o disse Maria a Santa Brígida, falando do tempo em que foi eleita Mãe de Deus” (GM, p. 253).

    E a resposta de Maria ao anjo Gabriel foi a mais bela, a mais humilde e prudente que poderia dar: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo tua palavra”.

    “Poderosa, ó eficaz, augustíssima palavra!” exclama S. Tomás de Villanova. “Com um Fiat” (faça-se) criou Deus a luz, o céu, a terra, mas com este “fiat” de Maria um Deus se tornou homem como nós” (GM, p. 255).

    Diz São Bernardo que “quanto mais Maria se viu exaltada tanto mais se humilhou. Ah! Senhora, por esta tão bela humildade, vós vos fizestes digna de ser olhada por Deus com amor singular; digna de enamorar nosso Rei com vossa beleza; digna de atrair, com a suave fragrância de vossa humildade, o eterno Filho, de seu repouso no seio de Deus, a vosso puríssimo ventre” (GM, p. 256).

    Essa inocente Virgem tornou-se cara a Deus por sua pureza, mas por sua humildade fez-se digna, tanto quanto possível a uma criatura, de ser Mãe de seu Criador. A própria Virgem assim o disse a Santa Brígida: “Como mereci eu a graça insigne de me tornar Mãe de meu Senhor, senão porque conheci meu nada e me humilhei?” (GM, p. 256).

    A humildade de Maria foi a sua disposição mais perfeita para ser Mãe de Deus. Foi como uma escada pela qual o Senhor desceu à terra para se fazer homem em seu seio, afirmam os santos.

    Enfim, diz Santo Afonso, “não pôde Maria humilhar-se mais do que se humilhou. Tendo-a feito Sua Mãe, Deus não pôde exaltá-la mais que a exaltou” (GM p. 258). Assim, Deus a colocou em uma altura superior aos anjos e santos, dizem Santo Efrém e S. André de Creta.

    Só Deus é superior a Maria, todos os demais seres vivos lhe são inferiores. É tão grande, em suma, a grandeza da Virgem, conclui S. Bernardo, que “só Deus pode e sabe compreendê-la” (GM, p. 258).

    Sendo Maria Mãe de Deus, excede com isso a toda grandeza e dignidade que se possa exprimir ou imaginar depois de Deus. Nenhum de seus outros títulos: Rainha do Céu, Soberana dos Anjos, Rainha dos Apóstolos, etc., é mais honroso que o de “Mãe de Deus”.

    Diz Santo Alberto Magno quer “ser Mãe de Deus é a dignidade imediata depois da dignidade de ser Deus”, pois São Tomás de Aquino ensina que “quanto mais uma coisa se avizinha ao seu princípio tanto mais de sua perfeição”.

    São Pedro Damião afirma que, se Deus habita em diversos modos nas criaturas, em Maria habitou de modo especial, fazendo-se a mesma coisa com Maria” (GM, p. 259).

    São Tomás ensina que, “tendo sido feita Mãe de Deus, em razão dessa união tão estreita com o Bem infinito Maria recebeu uma certa dignidade infinita”.

    Afirma São Tomás de Vilanova que “os santos evangelistas calam-se sobre os louvores de Maria porque sua grandeza é indizível. Foi suficiente escrever: ‘dela nasceu Jesus, que se chama o Cristo” (MM, p. 44).

    Afirmam os santos que Deus pode fazer um mundo maior, um céu mais extenso, mas não pode fazer uma criatura mais excelsa que fazendo-a Sua Mãe” (GM, p. 260). Por isso Maria cantou bem alto: “Realizou maravilhas em mim, Aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” (Lc 1,49).

    Segundo S. Bernardino, “por amor de Maria, Deus não destruiu o homem depois do pecado de Adão” (GM, p. 261).

    Afirma Santo Afonso que Maria, “mesmo na infância, desse estado teve unicamente a inocência, mas não o defeito de incapacidade. Pois desde o primeiro instante de sua vida teve o uso perfeito da razão.”

    O Senhor revelou a Santa Brígida que a beleza de Sua Mãe excedeu a de todos os anjos e santos. Sua beleza afugenta os pensamentos impuros afirmam Santo Ambrósio e S. Tomás.

    E concluí Santo Afonso: “Esta Divina Mãe é infinitamente inferior a Deus, mas é imensamente superior a todas as criaturas” (GM, p. 261).

    Se é impossível achar um Filho mais nobre que Jesus, é impossível também encontrar uma Mãe mais nobre que Maria.

    S. João Damasceno, resumindo o pensamento da Tradição, disse: “Convinha que as honras rendidas ao Filho se rendessem também à Sua Mãe” (MM, p. 42).

    E para mostrar que não são apenas os anjos que veneram a Virgem Maria, mas também o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Santo Hipólito, mártir do século III, e Santo Agostinho diziam:

    “O que mandou que se honrasse o pai e a mãe, não iria deixar de honrar aquela que era Sua mãe, Sua esposa, Sua filha” (MM, p. 42).

    Que todos esses argumentos substanciais, colhidos na fértil e rica Tradição da Igreja, sirvam não só para os devotos de Maria se alegrarem com suas glórias, mas também para aumentar-lhes a confiança em sua poderosíssima proteção. Pois Maria, sendo Mãe de Deus, tem um certo direito sobre seus dons, em benefício dos que servem.

    Na opinião de S. Germano, “Deus não pode deixar de ouvir as súplicas de Maria, porquanto precisa reconhecê-la como Sua verdadeira e Imaculada Mãe” (GM, p. 262).

    Assim, não falta a nossa Mãe nem o poder nem a vontade de nos socorrer.

    Um dia Nossa Senhora disse a Santa Matilde que ninguém podia honrá-la melhor do que com a saudação da Ave-Maria. Se assim o fizermos, especialmente rezando o Terço diariamente, e até mesmo o Rosário, receberemos de Maria graças sobre graças. Na súplica de cada Ave Maria, nós lhe dizemos: “Santa Maria, Mãe de Deus…” É esta majestade que lhe dá poder de rogar por nós pecadores, agora, e na hora de nossa morte. Roguemos então a ela, que é “cheia de graça”, que nos conceda sermos, também nós, por sua intercessão, repletos da graça de Deus, em todo tempo e lugar, sem o que pereceremos.

    Cassio,

    tem certeza que é contra essa Igreja que você squerem lutar ?

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  12. Mauro Carvalho Comentou:

    Sr Walter,

    não se esqueça que no período da inquisição estávamos todos juntos, não se esqueça !! Aliás o tema inquisição anda muito mal interpretado, estudado e compreendido pelos críticos de ocasião, dos ateus radicais até esperava, mas dos ditos cristãos é foi como jogar pedras para o alto.

    O interessante é que ninguém aborda o número de cristãos perseguidos e mortos pelo iluminismo laico durante a revolução francesa, bem superior aos cometidos pela investidura leiga que se aposou da Igreja Una durante os tribunais.

    Hoje lamentavelmente a história é contada apenas de um lado. Até pouco tempo atrás diziam os “sábios” que Galileu tinha morrido na fogueira, além de outros tantos achismos sem a menor prova histórica.

    Graça e Paz

    Responder

  13. Mauro Carvalho Comentou:

    A crença no Deus Uno e Trino esteve presente na Igreja desde os primórdios:

    “No que diz respeito ao Batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente. Se não houver água corrente, batizai em outra água; se não puder batizar em água fria, fazei com água quente. Na falta de uma ou outra, derramai três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Didaqué, 7,1-3). Atualmente, segundo o Catecismo da Igreja Católica (CIC), “o mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã(…), portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé, é a luz que os ilumina”.(§234).

    A Trindade pode ser estudada sob diversos aspectos: estudo das processões (procedência, origem), estudo das relações e estudo das pessoas, sendo este último dividido em estudo das pessoas consideradas absolutamente e relativamente por comparação. Esse artigo pretende somente abordar as pessoas divinas de per si, naquilo que se distinguem umas das outras.

    As Pessoas divinas são realmente distintas entre Si. Deus é único, mas não solitário. Pai, Filho e Espírito Santo não são simplesmente nomes que designam modalidades do Ser divino, pois são realmente distintos entre Si: Aquele que é o Pai não é o Filho e Aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é Aquele que é o Pai ou o Filho. São distintos entre Si pelas suas relações de origem: é o Pai que gera, o Filho que é gerado e o Espírito Santo que procede. A Unidade divina é Trina (CIC§254).

    Pode-se afirmar que é impossível chegar ao conhecimento das pessoas da Trindade pela razão natural. Isso porque, pela razão natural, o homem é levado ao conhecimento de Deus a partir do conhecimento das criaturas, como o estudo do efeito leva ao conhecimento da causa – ou seja – um conhecimento incompleto. Conclui-se, ainda, que com a razão natural se pode chegar a ter conhecimento do que pertence à unidade de essência, mas não do que pertence à distinção das pessoas divinas. Somente conhecemos, portanto, o que nos foi revelado:

    “Entretanto, o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedoria, porém não a sabedoria deste mundo nem a dos grandes deste mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados. Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória. Sabedoria que nenhuma autoridade deste mundo conheceu (pois se a houvessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória). É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Todavia, Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus.”(1Cor 2,6-10)

    “Deus dispôs na sua bondade e sabedoria revelar-se a si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade, mediante o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo e tornam-se participantes da natureza divina” (Dei Verbum, 2).

    Quando Deus criou o homem, disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança” (Gen.I,26). O plural, proposital, indica uma ação conjunta das três pessoas divinas. No que se refere às suas relações com as criaturas, as três pessoas divinas não diferem, portanto é impossível para nós apreender seus atributos pela mera observação dessas relações (ad extra). Somente nas relações internas (ad intra) é que podemos inferir qualquer conhecimento, a partir do qual podemos atribuir às pessoas divinas noções e nomes.

    Ao estudar os atributos e nomes associados a cada uma das pessoas divinas, devemos ter em mente que não há relação de hierarquia entre elas, e que se distinguem somente pela origem: “Entre os Três tudo é idêntico, exceto a relação de origem” (Gregório de Nanzianzo, Or. 34).

    A invocação de Deus como “Pai” não é prerrogativa da religião cristã, sendo conhecida em várias religiões (CIC §238). No Antigo Testamento (AT), Deus é visto por Israel como Pai por ser o Criador do mundo, bem como em razão da aliança, por meio da qual o Deus de Israel intervém na história: “Dirás a Faraó: ‘Assim falou Iahweh: o meu filho primogênito é Israel'” (Ex. 4,22)

    Quando chamamos Deus de “Pai”, a experiência humana nos remete à paternidade terrestre, e afirmamos duas coisas: primeiramente, que Deus nos deu a vida, e em segundo lugar, que é bondade e todo amor para com todos os seus filhos. Deus cuida com a sua providência de todas as coisas e, em especial, do homem. É nosso Pai do céu; em conseqüência, somos seus filhos. Para que nos lembrássemos sempre de nossa filiação divina, Jesus nos ensinou a rezar: “Pai Nosso, que estás no céu” (Mateus 6,9).

    Enquanto no AT a paternidade de Deus significa a relação entre criador – criatura (relação ad extra ou ‘para fora’), no Novo Testamento (NT), embora ainda carregue esse significado, o que o hagiógrafo pretende destacar é a relação ad intra (Pai-Filho) e a filiação divina que adquirimos pelo sacrifício de Cristo.

    O Pai é também chamado Ingênito e não procedente, ou, ainda, o ‘Princípio sem Princípio’. Traduzindo, significa dizer que o Pai não nasceu (como o filho) nem procedeu (como o Espírito Santo). O Filho por Ele é gerado e o Espírito Santo dEle procede. O Pai é, portanto, a origem de toda a divindade.

    À pessoa do Filho se atribuem três nomes: Filho, Palavra e Imagem. A “filiação” indica a processão por via de geração, ou, segundo a teoria agostiniano-tomista, por via do intelecto. Ressalte-se, no entanto, que tal não implica supremacia do Pai sobre o Filho, não havendo superioridade de um sobre o outro.

    A filiação explica a consubstancialidade, a eternidade e a divindade da segunda Pessoa da Santíssima Trindade. O Filho é da mesma substância e natureza que o Pai, é gerado, desde sempre, pelo Pai e dele recebe a divindade. Mas como explicar a geração? Quanto ao mecanismo da geração do Filho, faz parte do mistério. Onde termina o terreno da razão, inicia-se o da fé.

    “O que é então a processão? Diga-me o que é a ingenerabilidade do Pai e eu explicar-lhe-ei a fisiologia da geração do Filho e a processão do Espírito; e nós ambos seremos arrebatados por nos intrometer no mistério de Deus” (Gregório de Nanzianzo, Or. 31,8).

    O Filho intermedia toda a relação do Pai com suas criaturas: “ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14,6). Da mesma forma: “Ao Pai universal por Jesus Cristo no Espírito Santo” (Orígenes de Alexandria, Da Oração 33).

    A segunda pessoa divina também é chamada Palavra (Logos), é o intelecto, a sabedoria de Deus. É a palavra que sai da boca do altissímo. É nome atribuído como próprio pelo evangelista São João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus.” (Jo 1,1-2).

    Palavra aqui significa o concebido no entendimento, o conceito, o produto da concepção. O signo linguístico é formado de dois elementos: significante e significado. O significante é a cadeia de fonemas (sons) e/ou grafemas (letras, ideogramas) pelos quais se exprime um conceito; este último é o significado. Diz Santo Agostinho que o Filho é o produto do intelecto do Pai – é o significado pelo meio do qual o Pai se revela a nós.

    “Quem puder entender uma palavra antes que ressoe pronunciada, antes mesmo que se forme na mente uma imagem de seu som, isto é, que não pertença ainda a nenhum idioma conhecido (…) esse poderá perceber, como em espelho e em enigma, uma semelhança com aquele Verbo do qual está escrito: ‘No princípio era o Verbo e o Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus'” (Da Trindade 1,15,20).

    Esse mesmo conceito mental implica procedência de outro, isto é, do conhecimento daquele que o concebe. Por isso, a Palavra em Deus propriamente significa algo que procede de outro.

    “[O Pai] enviou o Verbo como graça, para que se manifestasse ao mundo. (…) Desde o princípio, ele apareceu como novo e era antigo, e agora sempre se torna novo nos corações dos fiéis. Ele é desde sempre, e hoje é reconhecido como Filho” (Epístola a Diogneto, 11,3-4).

    O nome Imagem é atribuído por São Paulo a Jesus Cristo: “Ele é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda a criação” (Cl1,15). Com efeito, Jesus já havia dito de si mesmo: “Aquele que me viu, viu também o Pai” (Jo 14,9).

    O conceito de imagem importa em semelhança. Mas nem toda semelhança pode entrar no conceito de imagem, a não ser aquela semelhança que está na espécie do objeto ou, ao menos, em algum signo da espécie, ou seja, toda imagem pressupõe um original. Como diz Santo Tomás de Aquino: “Mas essa semelhança entre espécie e figura tampouco é suficiente, uma vez que, para que algo seja semelhante, se requer a origem” (Suma Teológica, prima pars, questão 34).

    O ensinamento paulino e epistolar do NT confirmam: “(…) a tal ponto que não percebem a luz do Evangelho, onde resplandece a glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2Cor 4,4)

    “Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo qual criou todas as coisas. Esplendor da glória (de Deus) e imagem do seu ser, sustenta o universo com o poder da sua palavra. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da Majestade no mais alto dos céus, tão superior aos anjos quanto excede o deles o nome que herdou. Pois a quem dentre os anjos disse Deus alguma vez: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei (Sl 2,7)? Ou então: Eu serei seu Pai e ele será meu Filho (II Sm 7,14)?” (Hb 1,2-5)

    Mais tarde, também a patrística consolidou a noção de Imagem ao falar do Filho: “Disse Deus, o Criador Trino: ‘Façamos o homem à nossa imagem’. E essa imagem já é, de antemão, o Filho encarnado” (Anastácio do Sinai, In. Hex. 6).

    A origem divina do Espírito Santo foi primeiramente afirmada em 381, no Concílio de Constantinopla, que disse que Ele “procede do Pai”. Mais tarde, Santo Ambrósio e Santo Agostinho inauguraram uma tradição que afirmava ser o Espírito procedente do Pai e do Filho, sendo essa a tradição latina até hoje, tendo sido introduzido, no início do segundo milênio, no Credo, na liturgia, a expressão: “O Espírito provém do Pai e do Filho”. O Credo da Igreja, do Concílio de Constantinopla, confessa: “Com o Pai e o Filho Ele recebe a mesma adoração e a mesma glória” (CIC 245).

    Crer no Espírito Santo é, pois, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, “e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”. É por isso que se tratou do mistério divino do Espírito Santo na “teologia” trinitária (CIC §685).

    A processão por amor não tem nome. Por isso, a pessoa que resulta da referida processão também não tem nome próprio. No entanto, a escritura atribui o título de Espírito Santo, como próprio, à terceira pessoa da trindade: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19).

    O nome é conveniente, por duas razões: a primeira, porque traduz o que é comum a todas as pessoas divinas. Como diz Santo Agostinho (XV De Trin.4): “é comum a ambos, e tem como nome próprio o que é comum aos dois: Pois o Pai é Espírito e o Filho é Espírito; e o Pai é Santo, como o Filho é Santo”.

    A segunda, por sua significação. A palavra espírito, em sua significação relativa ao mundo criado – sopro, expiração – parece indicar certo impulso e moção. É próprio do amor mover e impulsionar a vontade do que ama na direção do amado. De outro lado, a santidade se atribui àquilo que está ordenado a Deus. Dessa forma, é adequado que seja chamada Espírito Santo.

    Uma metáfora trinitária comum é: O Pai é o que ama (sujeito). O Filho é o amado (paciente). O Espírito Santo é o Amor. Tal noção advém das Escrituras: “Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5).

    O Espírito Santo é dom de Deus nas criaturas; é a doação ou ato de dar. Dar é um ato de amor e liberdade. As dimensões amor e doação são estreitamente ligadas: Pelo amor que é o Espírito, o Pai se doa ao Filho e o Filho ao Pai: “O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira e, pela doação eterna deste último ao Filho, do Pai e do Filho em comunhão” (Santo Agostinho, Da Trindade 15,26,47).

    “Desde que o Verbo assumiu a natureza humana, a graça foi como que natural para este Homem, intocável pelo pecado. E se essa graça devia ser atribuída ao Espírito Santo é porque o Espírito Santo existe em Deus de tal sorte que se chama o Dom de Deus” (Santo Agostinho, Enchiridion 40).

    Enfim, em Deus há três pessoas e uma única natureza. Não há hierarquia e não se pode falar em inferioridade ou superioridade de uma ou outra pessoa divina em relação às demais. Há ainda muita coisa que não compreendemos sobre a Santíssima Trindade, esse verdadeiro e excelso “triângulo amoroso”. Na eternidade, teremos todas as respostas. Por ora, basta-nos a certeza que vem da fé.

    Católicos, entendam, nossos irmãos não possuem um estudo tão aprofundado sobre o assunto, daí as dúvidas e confusões.

    Uni-vos, vamos trazer de volta aqueles que se separaram. A Igreja de 2000 anos vai receber seus filhos de braços abertos e com a humildade franciscana.

    Paz e Bem

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  14. Mauro Carvalho Comentou:

    No pulso localiza-se o espaço de Destot que, atravessado pelo prego e amparado nos ossos que o rodeiam, pode sustentar o peso do corpo e permitir-lhe os movimentos necessários para a frente e para trás.

    Jesus carregou, sobre os ombros, o Patíbulo (tronco horizontal da Cruz). No Calvário, deitaram-No no chão sobre a madeira e O pregaram com cravos nas mãos. Estes perfuraram o carpo, uma das três partes que compõem a mão, penetrando no espaço de “Destot”, não houve fratura de nenhum osso.

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  15. ivanildo Comentou:

    boa tarde e paz.
    como posso pedi alguma coisa de uma pessoa que ja morreu e não pode me ouvi,jesus disse: tudo que pedirei em meu nome crendo recebei,e so e existe um advogado entre Deus e o homem Jesus 1° tm 2:5 e 1°joão 2:1.
    nao vou precisa de maria pois nos vamos se julgado por Deus todos vamos comparece diante do tribunal de cristo Romanos 14:10-12 .

    Responder

    ney mendonça Reply:

    Se você lêsse a palavra de Deus e procurasse entender as sua verdades, veria que na mesma Bíblia que você tem – a não ser que vocês tenham rasgado essas folhas também – verá que nas bodas de caná Maria, a mãe de Jesus (não esqueça a Mãe de Jesus) pede a seu filho que ajude aquele casal não deixar faltar vinho pra que a festa não ficasse triste e Ele a obedeceu! Foi por um pedido de Nossa senhora, a mãe de jesus, que o milagre aconteceu! Ou será que a história não é contada desse jeito aí na Bíblia que você possui?

    Responder

  16. Eliane Mariana Comentou:

    Meu filho machucou o braço e quase ficou sem ele eu rezei ave maria daqui de Itumirim a té em lavras chegando lá o medico disse que foi milagre ele não te perdido o braço ou a té morrido mas como eu pedir muito pra Deus pra não deixar que nada aconteci se com ele rezei muito ave maria . Mas agora ele tá muito bem . Obrigada meu Deus por nada ter acontecido com ele . Amem.

    Responder

  17. Michele Comentou:

    Oh!Mãe Querida Nossa Senhora Aparecida Oh Santa Rita de Cássia .Oh!Meu Glorioso São Judas Tadeu ,Protetor das Causas Impossíveis Santo Expedito o Santo da Ultima Hora e Santa Edwiges A Santa dos Necessitados,intercedei junto ao Pai por mim(a minha sogra MCG que ela pare de colocar o filho dela conta mim,e de querer ser mais do que eu pro meu marido)Eu vos Glorifico e louvo sempre,curvar-me-ei diante de vós.REzar 1 Pai Nosso e 3 Avé-Marias.
    Confio em Deus com todas as minhas forças e peço que me ilumine o meu caminho e a minha vida .AMÉM. Atenção: rezar e publicar por 3 dias.Observe o que acontece no 4º dia sua graça será alcançada por mais dificil que seja!

    Responder

  18. everaldo Comentou:

    a fe das pessos nao pode ser julgada desta maneira
    as pessoas tem seu direito de acreditarem no bem mesmo sendo uma imajem

    Responder

  19. alexandre Comentou:

    Waldir, aprenda uma coisa que não está em nenhum livro ou biblia: respeito, respeite a fé dos outros, veja eu não discuto com os doidos que dão dinheiro para os bispos macedos da vida ficarem ricos, cada possui sua fé e a mesma deve ser respeitada por qualquer pessoa que tem o mínimo de educação e bom senso, se não gosta do site, vá para outro, se bem que pelo que vi o que vc quer mesmo é aparecer, deve estar carente, coitado, da pena.

    Responder

  20. MAYCON FERREIRA Comentou:

    MINHA FE´E DE JESUS
    E A MINHA FAMILIA
    PERTECE JESUS

    Responder

  21. ney mendonça Comentou:

    O anjo disse: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus…” Lc 1,30- 31. Quem fala isso é um anjo, um mensageiro de Deus. Foi o próprio Deus quem autorizou o anjo falar isso a nossa senhora. O anjo pede à Maria que ela não tenha medo pois Deus “está” com ela. Deus não mente. Ele fala que Maria é cheia de graça, isto é: sem pecado, imaculada. Foi por isso que Deus a escolheu pra ser a mãe de seu filho amado. Ele encontrou na terra uma mulher que a amava muito e coloca seu nome acima dos santos e dos anjos. Então, convenhamos: nossa senhora é a Mãe de Deus pois jesus é Deus e é rainha dos céus. Amém!

    Responder

  22. Roger Comentou:

    Aos Católicos quem seguem:

    Que Deus vós iluminem por sua crença escolhida, vos amo meus irmãos em Deus.

    PARABENS

    Responder

  23. Rafa Fáver dos Santos Comentou:

    qual os nomes da Ave Maria?

    Responder

  24. Reginaldo Comentou:

    Andei lendo alguns comentários, e acho lamentável pensar que existe pessoas dita “evangélicas” que perde seu tempo criticando os católicos, mas não sabe ajudar nem as pessoas que estão dentro da sua igreja ou do seu lado.
    Vocês se acham melhores ou com mais fé que os outros e que igreja verdadeira é a de vocês, que o resto é seita…Bom é triste, tenho pena de vocês.
    Tome cuidado…você passou 2 ou 3 anos atacando a igreja católica e esqueceu de viver sua vida….muito triste mesmo. que o Senhor Jesus Cristo esteja com todos…Amem.

    Responder

  25. Fernando Comentou:

    Engraçado perderam tanto tempo discutindo para ver quem esta certo ou errado, para definir qual religião interpreta melhor a Biblia, que não vi ninguém dizendo que iria orar, rezar, da maneira em que crê, pela filha da Maria do Socorro Silva, pois ela pediu. Acredito que todas as religiões têem um objetivo comun, então parem de querer definir que é o certo e começem a colocar em pratica aquilo que toda religião prega, AJUDAR AO PRÓXIMO E AMAR AO PRÓXIMO, independente de cir raça e religião. Até por que em um país tão grande e vasto culturalmente, já sabemos que religião, política e futebol não adianta discutir que a pessoa só vai mudar de opinião e não por imposição. Abraços à todos.

    Responder

  26. Luciana Comentou:

    Querida mas no final ele obedeceu aquem?Esse foi o primeiro milagre de Jesus,,ela pediu,ele tentou resistir,mas como ele a amava e era obediente, ele contra a vontade momentaneamente obedeceu ao pedido da mãe, demonstrando assim a importância dessa Mulhar escolhida por Deus para ser mãe do seu filho amado, seje como Maria, obediente, fale menos e pense mais, eu era espirita, tentei ser evangelica no qual com muito cuidado percebi a falta de preparo da maioria das pessoas que ensinam o povo sem nenhum estudo biblico estudado profundamente, chegando a conclusão que um padre ele estuda muitos anos,Teologia, Piscólogia, etc… apesar de sabermos que são formados por homens e termos que separar o joio do trigo como muitos,ainda escolhi o catolicismo, eles não saem julgando e condenando os outros cristãos, eles comparam, mas o que me fez correr do protestantes foi o fato de vocês dizerem em seus cultos somente o que o Demônio faz em nossas vidas, ao invês de falar o que Deus, Jesus e o Espirito Santo pode fazer e interceder por nós junto a maldade, jESUS já venceu o mal por nós, basta querermos e termos atitude correta e ele está conosco. É melhor adorar Maria a mãe de Jesus, do que cultuar o encardido quando estamos em momento de adoração. E não julgues para não seres julgada, pois se nós católicos amamos Maria, a mãe de Jesus, não há mal algum nisso, se no dia do julgamento estivermos errados por arorará-la seremos exclarecidos e com certeza perdoados, cabe a Deus julgarnos e não aos homens cheio de pecado e sem caridade, pois todas esssa indagações e afirmações são desnecessárias. Vou dar um exemplo: Uma parte de minha familia é espirita, eu e meus irmãos assim fomos também, hoje sou católica, um irmão é espirita, outro é Pastor e minha irmã e sua familia também é protestante, conversamos e nos respeitamos mutuamente, a semana retrazada ela visitou a minha igreja e tirou suas dúvidas, mas se sente bem mesmo é no protestantismo, e a semana passada eu e ,meu filho visitamos uma congregação Batista, com minha irmã e meu sobrinho, mas sentimos melhor na igreja Católica, e assim creio é o que Deus espera de nós, Amor! Então ame, ensine, mas não tente fazer com que as pessoas pensem como você, vc será mais feliz com certeza. Fica a dica minha irmã em Cristo. Abraços.

    Responder

  27. josé monteiro Comentou:

    gostaria saber quando foi instituída a Ave Maria como Oração. Antes ou depois de Trento e por quem?
    Claro que a segunda parte, que não surgiu dos lábios de Gabriel, É UMA ORAÇÃO.

    Eu amo Maria.

    JA

    Responder

  28. Hermeto Nelson Spohr Comentou:

    Walter reply, realmente ninguém vai ao PAI senão por Jesus, mas queira você ou não, goste ou não, não me interessa, se você goste ou não, te digo uma coisa; independente se você acredita ou não, ninguem vai até Jesus se não for pelas mãos de Nossa Senhora Maria Santíssima!! Quer você pule ou grite, esperneie, vocifere, digas maldições ou não, você irá ter com Jesus sendo à ELE encaminhado pelas mãos lindas de Maria Santíssima, porque ELA te ama tanto, que se pudeces ter idéia tu chorarías de felicidade de ter alguém que tanto te quer bem!!! Maria Santíssima te ama mais que tudo na vida!!!

    Responder

  29. Hermeto Nelson Spohr Comentou:

    Waldir, tu te lembras quando Maria tinha apenas quatro aninhos e já lia todos os Pergaminhos do Antigo Testamento e já então, diante desse grande conhecimento ela, Maria, já se sentia imensamente apaixonada por Deus Pai Todo-Poderoso e diante desse amor tão profundo ELA Maria se consagrou de corpo e de alma ao Seu Senhor, Nosso Deus todo poderoso?? Não sabia, não é mesmo? Vocês pegaram apenas a BÍBLIA da Igreja Católica e se esqueceram de pegar também a sua DOUTRINA e na doutrina da Igreja Católica existe um imenso acervo de ensinamentos que vocês protestantes, jamais se apossarão devido seu horgulho e vaidade e jamais se “rebaixarão”, não é mesmo? E ficarão eternamente na ignorância da verdade!!

    Responder

    Hermeto Nelson Spohr Reply:

    Waldir, Deus é tão perfeito que uniu duas lindas ALMAS, que tanto O amavam, porque José também, aos cinco aninhos já havia se consagrado ao Senhor, Nosso Deus Todo Poderoso, sendo que assim, nenhum dos dois poderia se casar e ter relações conjugais, viver normalmente como marido e mulher, mas sim como dois verdadeiros irmãos que tanto se amavam e que se encontravam na presença do SENHOR cada instante de suas vidas!?

    Responder

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